sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cientistas rejuvenescem células

Cientistas conseguiram rejuvenescer o núcleo das células de pacientes com a síndrome de Hutchinson-Gilford


Uma pesquisa envolvendo cientistas dos Estados Unidos e da Espanha traz esperança de cura para as crianças afetadas pela raríssima síndrome de Hutchinson-Gilford, apenas cerca de 100 casos são conhecidos no mundo. A síndrome causa o envelhecimento precoce e a média de vida dos pacientes é de 15 anos.

A boa nova é que os cientistas conseguiram rejuvenescer o núcleo das células de pacientes com a síndrome de Hutchinson-Gilford e desenvolveram um modelo celular para estudo em laboratório do envelhecimento humano.

A pesquisa, publicada na última edição da revista Nature, favorecerá a busca de compostos químicos para alterar o processo do envelhecimento humano, uma esperança de cura no futuro aos doentes com a síndrome.

A doença é causada por um defeito genético que produz o acúmulo de uma proteína, a progeria, causadora da aceleração do envelhecimento. Os sintomas principais desta doença são baixa estatura, alopecia, ausência de gordura subcutânea, osteoporose e rigidez articular.

Caso Jocélia

A TV Cidade, afiliada Record, realizou matérias especiais com o caso da menina Jocélia, 9, que sofre da síndrome de envelhecimento precoce. No Brasil são conhecidos três casos: o de Jocélia, no Ceará; um em São Paulo e outro na Paraíba.

O caso da pequena sobralense chamou a atenção do Programa do Gugu, TV Record, que a escolheu para participar do programa e ter seu maior sonho realizado. Foi então que a vida da menina mudou completamente. Jocélia, que queria apenas ter um quarto só para ela, teve a casa totalmente reformada pela produção do programa.

A nova casa ganhou uma decoração bem sofisticada, paredes coloridas; novos móveis; retratos espalhados pela casa e a presença de um grande poster da ídola de Jocélia: a cantora Kelly Key.

Pesquisa

Trata-se da primeira vez que os cientistas conseguem desenvolver um modelo celular humano in vitro para estudar o envelhecimento. Os cientistas geraram com sucesso células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) a partir de fibroblastos (células do tecido conjuntivo) de pacientes com esta síndrome. A pesquisa conseguiu a regressão de células doentes destes pacientes para um estado embrionário, com a supressão reversível do gene da progeria por reprogramação, e sua posterior reativação durante a diferenciação celular.

Foi possível “um modelo único” para estudar patologias humanas associadas ao envelhecimento prematuro, com a vantagem de que as células reprogramadas se diferenciam em um prazo relativamente curto (duas semanas), em contraste com as décadas que dura o envelhecimento normal.

Este modelo in vitro de células iPS se baseia na identificação de novos marcadores de envelhecimento e vários aspectos da velhice prematura e fisiológica em humanos. A geração de células iPS em pacientes com progéria facilitará o conhecimento de doenças cardiovasculares, que são as que causam mais mortes nas sociedades desenvolvidas.

Além disso, o estudo dá esperanças para o desenvolvimento no futuro de tratamentos para crianças com a síndrome de Hutchinson-Gilford, por exemplo, o possível transplante de células pluripotentes induzidas saudáveis.

Com informações do portal Terra

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